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Arquitetura e Decoração

A principal função do Arquiteto é criar o projeto arquitetônico, no qual estão previstas todas as mudanças e soluções de acordo com o espaço e as necessidades do cliente. Consiste na criação de todo o conceito e estudo necessário para elaboração de um projeto com aproveitamento máximo da área a ser construída ou reformada.

O trabalho do Arquiteto pode se iniciar na escolha do terreno para a implantação do projeto, com parecer sobre localização, legislações edílicas e urbanas, aspectos ambientais e topográficos, entre outras, que possibilitem análises preliminares de viabilidade do projeto.

Etapas de projeto contemplando a NBR 13.532 (Elaboração de projetos de edificações – Arquitetura):

  • Levantamento de dados – Premissas, documentos legais, coleta de dados técnicos pertinentes ao terreno e/ou edificação existente;
  • Programa de necessidades – Definição das reais necessidades do cliente, pré-dimensionamento de ambientes e fluxograma;
  • Estudo de viabilidade de arquitetura – verificação de zoneamento, análise técnica e econômica e aspectos legais;
  • Estudo preliminar – representação do projeto em planta, opções de layout, perspectivas e soluções alternativas gerais;
  • Ante projeto ou Projeto Pré-Executivo – Definições técnicas (pré-estrutura, cotas, áreas, acabamentos, etc) e desenhos técnicos;
  • Projeto legal – apresentação do projeto dentro dos padrões de cada órgão competente;
  • Projeto básico (opcional) – adaptação aos demais projetos complementares;
  • Projeto executivo final – desenho com especificações e detalhes executivos, memorial descritivo e planilha quantitativa de material.

O Arquiteto também pode acompanhar a execução da obra através de várias maneiras: desde simplesmente como fiscalizador da execução, até ser responsável por todas etapas da execução, desde a compra do material, até a finalização da obra. >> Mais informações em “Gerenciamento de Obra”

Consiste na arte e técnica de planejar e organizar espaços, escolhendo e/ou combinando os diversos elementos de um ambiente, estabelecendo relações estéticas e funcionais, em relação ao que se pretende produzir. O profissional harmoniza, em um determinado espaço, móveis, objetos e acessórios, como cortinas e tapetes, procurando conciliar conforto, praticidade e beleza. Planeja cores, materiais, acabamentos e iluminação, utilizando tudo de acordo com o ambiente e adequando o projeto às necessidades, ao gosto e investimento destinado.

O designer de interiores, além do trabalho do decorador que vem ao final do projeto tem a função de elaborar o espaço coerentemente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica além de ser um profissional capaz de captar as reais necessidades dos clientes e concretiza-las através de projetos específicos. A reconstrução do espaço através da releitura do layout, da ampliação ou redução de espaços, dos efeitos cênicos e aplicações de tendências e novidades técnicas, do desenvolvimento de peças exclusivas.

Algumas etapas são fundamentais no processo de criação e execução de um projeto de interiores:

  • Pesquisa e análise dos objetivos e desejos do Cliente materializados em documentos e estudos preliminares que fundem essas necessidades com o conhecimento técnico do profissional, garantindo ao projeto funcionalidade, conforto, segurança e qualidade estética;
  • Confirmação dos estudos preliminares e adequação das soluções propostas ao orçamento do Cliente;
  • Seleção de cores, materiais, revestimentos e acabamentos coerentes com os conceitos estabelecidos na criação e que estejam em consonância com as características sócio-psicológicas, funcionais, de vida útil, de durabilidade e de proteção ao meio ambiente;
  • Especificação de mobiliário, equipamentos, sistemas, produtos e outros elementos, bem como, providenciando os respectivos orçamentos e instruções de instalação e planificação de cronogramas de execução;
  • Elaboração de plantas, elevações, detalhamento de elementos construtivos não estruturais – paredes, divisórias, forros, pisos (alterações na estrutura construtiva exige a contratação de um Arquiteto ou Engenheiro), layouts de distribuição, pontos de hidráulica, energia elétrica, iluminação e de comunicação e design de móveis e definição de paisagismo e outros elementos;
  • Adequação de toda a intervenção às leis e regulamentos municipais que se fizer necessária.

O gerenciamento de obra abrange metodologias, habilidades e ferramentas aplicadas nas atividades de planejamento, coordenação, execução e controle de um empreendimento, desde a concepção até sua conclusão assegurando respeito às normas e ao meio ambiente. Evitando inúmeras perdas, tanto no aspecto financeiro quanto no emocional, que comprometem a qualidade e o tempo.

Gerenciar uma obra significa administrar, simultaneamente, o cumprimento do cronograma e a previsão financeira, gerindo profissionais com formações e comportamentos diversificados (técnicos de ar-condicionado, montadores de móveis, colocadores de pisos, pedreiros, eletricistas, encanadores, pintores, gesseiros, vidraceiros, serralheiros, paisagistas etc) e, portanto, necessitam de coordenação e supervisão constantes.

Dentre as principais responsabilidades, podemos destacar:

  • Contratar mão de obra especializada;
  • Coordenar cada profissional individualmente e coletivamente, em todas as etapas;
  • Escolher materiais e acabamentos, e acompanhar sua utilização, evitando desperdícios;
  • Respeitar e cumprir o orçamento e o cronograma;
  • Zelar pela fiel execução dos projetos;
  • Desenvolver e acompanhar o planejamento físico-financeiro das obras e controle de qualidade;
  • Levantar detalhadamente interferências e/ou divergências existentes nos projetos e memoriais, solucionando antecipadamente na fase de ante projeto;
  • Elaborar a cotação com fornecedores, fazendo a equalização das propostas e negociação, para a contratação das diversas obras e serviços;
  • Fazer a análise e a liberação das medições periódicas verificando o cumprimento do cronograma, evitando o desembolso antecipado dos serviços não concluídos;
  • Avaliar a liberação ou não dos serviços adicionais.

 

ACOMPANHAMENTO DE OBRA

Mesmo que não seja contratado para gerenciar a obra, o Arquiteto poderá acompanhar cada etapa pré-definida (durante a análise final do memorando executivo) para verificar se o projeto está sendo seguido pela empreiteira contratada. Normalmente, é feita uma visita de uma hora de acordo com cronograma de execução, com ou sem o cliente. Se, por exemplo, uma bancada for colocada em altura errada, o serviço poderá ser refeito sem prejudicar o andamento da obra e qualidade.

Cada visita é cobrada como hora técnica, o que reduz o custo se comparado ao gerenciamento, mas com escopo de responsabilidades reduzidas.

Com a consultoria por hora técnica o cliente pode tirar todas as suas dúvidas, ouvir sugestões e soluções específicas. As questões são resolvidas por meio de um diálogo com um Arquiteto registrado no CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) e a consulta normalmente é ilustrada por desenhos rápidos para facilitar a compreensão da proposta arquitetônica e eliminar os problemas e dúvidas apresentadas.

Com a nova NBR 16280:2014 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) implementada no dia 18 de abril de 2014, para que não haja um comprometimento na estrutura e segurança da edificação, como também de seu entorno, se tornou indispensável a presença de um profissional capacitado e devidamente registrado para realização de projetos bem como sua execução. 

Algumas exemplo práticos de consultoria:

  • Em reformas de pequena proporção, como por exemplo a substituição de esquadrias ou revestimentos, o Arquiteto pode ser chamado para dar apenas uma consultoria sobre as melhores opções de mão de obra, acabamento e produtos (não havendo necessidade de um projeto detalhado com informações técnicas);
  • Discussão e definição da melhor planta a ser adotada na implantação de um imóvel (residência, comércio, escritórios, consultórios, lojas, galpões e indústrias);
  • Definição de projeto visando o máximo aproveitamento dos ambientes (dimensões, funcionalidade, circulação, posicionamento das paredes, portas, janelas etc);
  • Estudo de viabilidade de projeto, obra, construção ou reforma;
  • Dúvidas quanto a insolação, conforto térmico, conforto acústico, projeto de iluminação, legislação básica e custos;
  • Avaliação de um Arquiteto na escolha da compra de um imóvel dentre várias opções possíveis, investigando eventuais problemas que possam gerar gastos e transtornos futuros.